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Em depoimento, jovem confessa ter matado a tia e não demonstrou arrependimento

Elen Costa

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Em depoimento, jovem confessa ter matado a tia e não demonstrou arrependimento

O jovem de 20 anos de idade, preso em flagrante no fim da manhã desta terça-feira, 14, sob acusação de ter assassinado a tia, confessou ter praticado o crime, mas não demonstrou arrependimento. Foi o que disse o delegado Vladson Nascimento, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), que conduziu o interrogatório do acusado. 

Delegado Vladson Nascimento diz que jovem não se arrepende
Delegado Vladson Nascimento diz que jovem não se arrepende

De acordo com a autoria policial, Marinilson da Silva dos Santos revelou durante a oitiva que matou Adenilza dos Santos Gama, de 47 anos, porque a mesma havia pedido para que ele deixasse a sua casa. “Ele confessou ter cometido o homicídio e disse que há um ano e meio a vítima havia pedido para que ele voltasse para a casa dos pais, na cidade de Afuá, no Pará, que é sua terra de origem. Desde então, ele ficou insatisfeito com aquele pedido e, na data de hoje, depois de ser tomado de ódio, matou a pessoa que ele considerava como tia. Ele fala que se arrependeu porque estragou a vida dele. Mas não demonstrou arrependimento pela vida que ele tirou”, avaliou Nascimento.

Marinilson desferiu vários golpes de faca na vítima. Aldenilza foi atacada por volta das 3h enquanto dormia. O fato aconteceu na residência onde eles moravam, localizada na Rua Santarém, no bairro Parque dos Buritis, na zona norte de Macapá. As duas filhas dela, uma adolescente de 17 anos e outra de 21, também foram lesionadas ao tentarem salvar a mãe.

Vítima foi atacada enquanto dormia
Vítima foi atacada enquanto dormia

“Assim que fomos acionados via Ciodes, uma equipe nossa foi até o local do crime e fez os primeiros levantamentos. As informações davam conta de que um sobrinho da vítima teria desferido golpes de faca nela. As filhas que estavam no imóvel presenciaram a ação, tentaram salvar a vida da mãe e acabaram feridas também. O suspeito teria fugido logo após o crime e se escondido na casa de um amigo. Dado a gravidade do fato, nossa equipe continuou nas diligências para identificar e localizar essa pessoa que tinha dado guarida a esse indivíduo. Encontramos a casa, que fica há quatro quarteirões do local onde tudo aconteceu. Fizemos o cerco. Ele ainda tentou fugir em uma bicicleta, mas foi abordado e preso em flagrante”, detalhou o delegado.

Ainda de acordo com informações, Marinilson foi acolhido pela vítima a cerca de quatro anos. Ele foi autuado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Por motivo fútil e feminicídio. “Ele garantiu que a considerava como tia, as filhas como prima e ainda sim, transtornado, ele decidiu tirar a vida daquela pessoa que lhe deu abrigo. Um homicídio classificado como fútil e feminicídio. São duas qualificadoras distintas.

O feminicídio em razão dele ter morado na casa da vítima durante todo esse tempo e por ter sido considerado um aparentado. Não aceitava o fato dela ter pedido a ele que saísse da residência. Razão pela qual ele está sendo indiciado pelo feminicídio”, explicou Vladson.

Acusado foi autuado por homicídio
Acusado foi autuado por homicídio

Após a localização e prisão do acusado, os agentes da DECCM voltaram a cena do crime. Os policiais fizeram o trajeto que Marinilson disse ter feito após esfaquear e matar a tia. Em meio a um matagal, a equipe encontrou a arma (uma faca) usada para ceifar a vida de Adenilza e ferir as duas filhas dela. As roupas que ele vestia no momento do homicídio, também foram encontradas. Segundo o delegado, estavam ensaguentadas, dentro de uma sacola plástica.

Arma do crime foi encontrada em matagal
Arma do crime foi encontrada em matagal

“Esse material vai servir de elementos que vão justificar toda a ação penal que vai se desenvolver em torno dele. Estamos lavrando o auto de prisão em flagrante. Ele vai ser apresentando na Justiça para a audiência custódia, onde o juiz vai determinar a prisão preventiva ou a liberdade”, finalizou a autoridade policial.

O amigo de Marinilson, que deu guarida para ele após o crime, Darlison Pereira Batista, de 19 anos, foi preso e conduzido para a delegacia. Contra ele foi feito um Termo Circunstanciado (TC) por favorecimento pessoal. Após ser ouvido, ele foi liberado.

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