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Operação já retirou mais de 2 toneladas de animais mortos do Rio Amapari

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Operação já retirou mais de 2 toneladas de animais mortos do Rio Amapari

Já chegam a duas toneladas a quantidade de peixes, répteis e mamíferos mortos no Igarapé Xivete e Areia, em Pedra Branca do Amapari, a 193 km de Macapá. A ação é dificultada pela grande presença de plantas aquáticas no local de difícil acesso. Após a retirada, os animais mortos têm a destinação apropriada, seguindo protocolos estabelecidos, com aterro. Moradores da comunidade relatam que as mortes começaram no último sábado 26/11.

Após a retirada os animais têm destinação apropriada
Após a retirada os animais têm destinação apropriada

Também continua a orientação para que a população não use a água do rio para consumo, banho ou pesca até que os trabalhos sejam finalizados. No entanto, a possível contaminação afeta a distribuição e abastecimento de água tratada para mais de 10 mil habitantes no município, já que a captação dessa água é feita no rio Amapari.

“O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Pedra Branca do Amapari adotou como medida de prevenção e de resguardo da saúde dos consumidores do município a suspensão no fornecimento de água tratada e, como forma de garantir o acesso à água potável para consumo doméstico, o SAEPE está utilizando caminhão-pipa para atender as demandas de abastecimento de água para a população além da concessão de cestas básicas para as famílias das comunidades afetadas,” enfatizou a prefeita Beth Pelaes.

Laudos
Uma equipe do Secretaria Municipal de Meio Ambiente aproveitou a operação para realizar novas amostragens, com o objetivo de determinar a presença de metais pesados e substâncias orgânicas. Novos laudos conclusivos devem estar prontos na próxima semana. Amostras iniciais analisadas logo depois do registro da mortandade dos peixes em Pedra Branca, identificaram que não existe contaminação com cianeto no Rio Amapari. Outras causas ainda não foram descartadas e devem ser investigadas pelo Gabinete de Crise montado na Prefeitura Municipal com a participação de setores do estado e municipais das áreas de saúde, defesa civil, meio ambiente e assistência social, inclusive com a presença da Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente.

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