
Diante dos debates recentes em torno do Projeto de Lei que propõe a alteração da denominação da tradicional emissora pública do estado do Amapá para Rádio Difusora Hermínio Gurgel, o deputado estadual Hildegard Gurgel (Republicanos) reafirmou os motivos e a nobreza da iniciativa. O Projeto de Lei apresentado por ele quer denominar o veículo como Rádio Difusora Hermínio Gurgel, em tributo ao radialista, empresário e professor que marcou época no rádio amapaense.
Diante das discussões, o parlamentar enfatiza que a iniciativa não descaracteriza o patrimônio estadual. Pelo contrário: trata-se de um ato de resgate cultural e justiça histórica a quem dedicou a vida à comunicação popular.
“Passados mais de 32 anos de seu falecimento, Hermínio Gurgel segue como a maior referência de sintonia da história da emissora. Homenagem justa se presta onde a pessoa deixou o coração, e a Difusora era, comprovadamente, o lugar que ele mais amava trabalhar”, destacou Hildegard.

Para o parlamentar, o termo “de Macapá” limitava o alcance real da radiodifusão pública, que cobre os 16 municípios amapaenses.
A mudança retira a referência exclusiva à capital, mas preserva a identidade central que atravessa gerações: a marca Rádio Difusora. “A emissora pertence a todo o povo do Amapá. Mantemos a tradição do nome que o ouvinte já conhece e consagra, agora somado à memória do seu maior comunicador”, explicou.

O deputado ressaltou que batizar equipamentos públicos com nomes de personalidades marcantes é uma prática consolidada no estado, citando marcos como a Rodovia Salomão Alcolumbre. Ele reforçou que a medida não deve ser analisada sob viés partidário. “Não podemos politizar a gratidão. Diversos espaços no estado carregam o nome de figuras ilustres por sua contribuição histórica. O objetivo é garantir que a memória de quem construiu o Amapá não seja apagada pelo tempo”, concluiu.
”Ele era apaixonado pelo Rádio”, diz filha
Regiane Gurgel, filha de Hermínio, destaca com carinho a trajetória e a paixão inabalável do pai pelo rádio, marcada pelo início na Rádio Educadora com o Reluxo Sertanejo, pela consagração e grande audiência na Rádio Difusora em uma parceria inseparável de sucesso com Osmar Melo, e pelo equilíbrio com o magistério e os negócios da família. “”
Meu pai realizou seus objetivos e se dedicou a fazer o que mais amava dar notícias e se dedicar de coração aos ouvintes, além de cuidar das empresas da família, consolidando uma vida plena e feliz até o seu falecimento em 1994”, disse ela.
O Projeto de Lei cumpre rito regimental nas comissões temáticas da ALAP antes de seguir para votação em plenário.

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