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Retirada dos mastros nas matas do Curiaú reúne comunidades para celebrar ponto alto do Ciclo do Marabaixo 2024

Da Redação

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Retirada dos mastros nas matas do Curiaú reúne comunidades para celebrar ponto alto do Ciclo do Marabaixo 2024

Sob o sol intenso, com o tremor dos batuques, balançar das bandeiras e o som dos ladrões, seis grupos fizeram a retirada dos mastros nas matas da comunidade quilombola do Curiaú, neste sábado, 4, em Macapá. O momento integra a programação do Ciclo do Marabaixo 2024, evento que tem o apoio do Governo do Amapá. 

O ato é um dos pontos altos da festividade, que promove a confraternização e interação cultural entre os participantes, e resgata a tradição hereditária dos povos quilombolas do estado. A festa inicia nos barracões de Marabaixo pela zona urbana e rural da capital. 

Participam da cerimônia os barracões Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Raízes da Favela, Marabaixo do Pavão, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande. 

“O Governo do Estado investe na cultura e na tradição do Amapá. Os festeiros entram na mata e retiram o Mastro que vai receber a bandeira em homenagem ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade. Não se resume só as rodas de Marabaixo, mas uma ritualística com vários símbolos importantes. Garantimos o apoio para que essa tradição se fortaleça como o símbolo maior da cultura amapaense”, declarou a secretária de Cultura, Clícia Di Miceli.  

A tradição, além de histórica, também incentiva a educação ambiental com reflorestamento, pois a cada árvore derrubada, outra muda da espécie é plantada no lugar. Ao término da atividade, todos os grupos se reúnem para uma roda de marabaixo coletiva e um almoço especial para os envolvidos. 

Participam da cerimônia os barracões Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Raízes da Favela, Marabaixo do Pavão, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande.
Participam da cerimônia os barracões Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Raízes da Favela, Marabaixo do Pavão, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande.

No domingo, 5, a festividade continua com o Cortejo do Mastro com o grupo Marabaixo do Pavão, no bairro Jesus de Nazaré, o Domingo do Mastro, com o grupo Raízes da Favela, no bairro Central e o Marabaixo do Domingo do Mastro, com o barracão Raimundo Ladislau, no bairro Laguinho.  

“Este é um momento muito importante para nós, principalmente netos, que é a primeira vez que estamos pegando a bandeira do Ciclo do Marabaixo. Então estamos muito emocionados, muito felizes, porque deu tudo certo, com nosso avô e a nossa avó, O Santíssimo e o Divino nos abençoando por mais esse ano. O Marabaixo é o nosso patrimônio cultural do estado, por isso é muito importante o apoio e incentivo para a nossa cultura “, destacou festeira do Marabaixo do Pavão, Paola Ramos. 

Ciclo do Marabaixo 2024 

Com o tema: “O rufar dos tambores para além da tradição”, as celebrações que promovem um verdadeiro encontro de gerações e reúnem a comunidade em momentos de fé e resistência, seguem até o dia 2 de junho, “Domingo do Senhor”, o primeiro após o Corpus Christi. A tradição é fomentada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo). 

Confira a programação do Ciclo do Marabaixo neste domingo, 5 de maio, em Macapá: 

  • 9h – Cortejo do Mastro com o grupo Marabaixo do Pavão, no bairro Jesus de Nazaré 
  • 9h à 0h – Domingo do Mastro, com o grupo Raízes da Favela, no bairro Central 
  • 18h – Marabaixo do Domingo do Mastro, com o barracão Raimundo Ladislau, no bairro Laguinho 

Patrimônio cultural 

Em 2018, o marabaixo recebeu o título de patrimônio cultural brasileiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A certificação reconhece a presença das ancestralidades africanas na formação social e cultural do Amapá e da Amazônia, e além disso, pode assegurar condições de transmissão e reprodução dessa manifestação cultural. 

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