
Foi percebido nos últimos anos pelos profissionais da área da saúde infantil que houve um crescimento de crianças com quadro de ansiedade no Amapá. De acordo com a pediatra Carla Carvalho, esse quadro já vinha acontecendo antes mesmo de 2020, mas se agravou depois da pandemia.
“Muitos pais trazem seus filhos para a consulta, pois as crianças estão chorando excessivamente, estão muito irritadas, outras sem apetite e não sabem o que fazer”. Quando examinam as crianças, percebem que não há problema físico, e sim um quadro de ansiedade. O que requer um possível especialista da psicologia ou psiquiatria infantil para cuidar deles.
De acordo com Carla, isso acontece devido à situação tão prolongada de isolamento, é inevitável que haja consequências na saúde emocional das crianças. Devido à rotina ter mudado durante a pandemia, ficar mais isolado em casa, a rotina ter ficado mais desregrada, sem horários definidos, distância dos amigos e dos professores, exposição mais intensa a telas de TV, celular e computadores, exposição maior a problemas do núcleo familiar (como discussões e brigas), além da redução da autonomia e do espaço de independência que a escola oferecia. Todos esses fatores acabam deixando as crianças mais ansiosas.

Os pais não estavam preparados e não souberam lidar com essa ansiedade de seus filhos. Por isso, é importante que eles fiquem atentos há alguns comportamentos que demonstram que a criança pode estar com ansiedade, como roer unha, incontinência urinária, também quem não fazia xixi na cama e voltou a fazer, chorar sem explicação, agressividade, perda de sono (dormir fora do horário e pouco) e insônia.
“As crianças usam outras formas para expressar o que sentem. Por isso, os adultos devem prestar atenção em mudanças de comportamento. Se forem alterações persistentes, o ideal é procurar ajuda médica, este saberá indicar o profissional certo para o caso da criança”, informa a pediatra. É importante cuidar da saúde mental das crianças, quadro de ansiedade e depressão podem acontecer na infância, e, infelizmente, o Amapá já registrou um caso de uma criança que se suicidou.






