
Há um ano, uma viagem que duraria pouco mais de 30 horas, acabou com os sonhos de muitas famílias. Na madrugada do dia 29 de fevereiro de 2020, o navio Anna Karoline III naufragou no rio Amazonas, deixando 42 pessoas mortas.

A embarcação que havia saído do município de Santana com destino a cidade de Santarém, no Estado do Pará, tombou e afundou durante uma forte chuva e ventania. O naufrágio aconteceu próximo a Ilha Aruãs e a Reseva Extrativista Vale do Cajari, na região do Jari, num ponto de difícil acesso e comunicação. Estima-se que 93 passageiros estavam a bordo.
Na época, o inquérito policial que apurou as causas do acidente, concluiu que o Anna Karoline III viajava com excesso de carga. Pelo menos 70 toneladas a mais que a capacidade permitida. Além de várias outras irregularidades.
Seis pessoas, entre elas o comandante e o dono do navio; tripulante; militares da Marinha do Brasil; despachante e o proprietário de uma segunda embarcação que, de acordo com relatos de sobreviventes estaria abastecendo o Anna Karoline III, foram responsabilizadas pela tragédia. Elas foram indiciadas por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
Hoje pela manhã familiares das vítimas e sobreviventes participaram de uma missa em memória aos que se foram.







