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Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT rebate declarações homofobicas e entra com ação contra Sueli Pini

Alyne Kaiser Editora Chefe

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Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT rebate declarações homofobicas e entra com ação contra Sueli Pini

O Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT emitiu nota de repúdio e entrará com ação civil pública contra as declarações homofobicas emitidas pela ex-desembargadora Sueli Pini no último sábado (24), em um programa local de rádio.

A magistrada declarou ser contrária a relações homoafetivas e que atualmente existe uma pregação para relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. “Não aceito a pregação desse gayzismo, a pessoa ser gay, ok. Mas o que eu não suporto mais é essa apologia, daí é um passo para pedofilia, legalização do incesto. Aquilo que era uma coisa isolada de artista psicodélico agora é em todo mundo. Isso para mim é muito grave” disparou Pini.

Em nota de repudio o Conselho afirmou que as falas atingem frontalmente os direitos adquiridos pela população LGBTQIA+, além de desqualificar a luta organizada para a promoção e defesa desses direitos. O documento também diz ser incoerente as falas de Sueli, que em 2015 participou da primeira cerimônia coletiva de casamento homoafetivo. “Resta clara à nós as incoerências de Sueli Pini não somente em suas falas, mas em sua atuação. Como pode alguém que foi a responsável pela a justiça itinerante, que levou tanto acesso à justiça e cidadania, achar certo negar à população LGBTQIA+ o pleno gozo de sua cidadania e de seus direitos? ”, diz trecho.

O presidente do conselho, André Lopes, disse que irão formalizar denuncia no Ministério Público e Tribunal de Justiça pedindo retratação. “Do nosso ponto de vista duas questões são mais pertinentes, a primeira quando ela relaciona homossexualidade com pedofilia, zoofilia, que são consideradas patologia, logo ela acredita que nós somos doentes. A segunda fala é uma confusão, dizendo que somos gayzistas, mas somos somente lutadores dos nossos direitos. Tenho certeza que ela sabe que as declarações foram equivocadas”, disse André.

No Amapá o movimento LGBTQIA+ vai completar 21 anos lutando por respeito, direitos e igualdade. Brasil, é considerado um dos países que mais discrimina e mata pessoas LGBTs no mundo. De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é morta no país. Segundo a Rede Trans Brasil, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos.

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