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Solidariedade: Forças de Segurança se unem e fazem surpresa para menino autista, vítima de maus tratos

Elen Costa

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Solidariedade: Forças de Segurança se unem e fazem surpresa para menino autista, vítima de maus tratos

Na tarde desta segunda-feira, 12, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar, por meio do 6° batalhão, juntamente com o Conselho Tutelar da Zona Norte, se uniram e fizeram uma surpresa ao pequeno Vitor Manoel, de 5 anos de idade. O menino, autista, foi resgatado na semana passada, após sofrer maus tratos por parte da mãe.

O garotinho recebeu doações
O garotinho recebeu doações

Brinquedos, alimentos, roupas e calçados foram entregues à criança que, bastante eufórica, não conseguiu esconder a alegria de receber em seu novo lar os agentes da segurança pública, por quem tem grande admiração. Em meio aos abraços que recebia dos policiais e da equipe do Conselho Tutelar, Vitor Manoel, que agora está aos cuidados do pai, abriu seus presentes. Curioso, ele fez questão de tocar e brincar também com os equipamentos que são utilizados por “seus heróis”.

Ele ficou muito feliz
Ele ficou muito feliz

O policial rodoviário federal Alexandre contou que, além da rotina e dos serviços diários, a instituição se preocupa em atuar nas questões sociais do estado. “A outra vertente da PRF, além do combate à criminalidade, é esse lado social, de inclusão, de se aproximar mais da comunidade. Esse é o trabalho da Polícia Rodoviária Federal”, disse.

Para quem participou da ação, a palavra de ordem foi satisfação, como expressou Adelson, cabo da PM. “É satisfatório para a gente. Atuamos em uma área bastante complicada, bairros populosos, com índice de criminalidade elevado, e quando vemos uma criança que passou por tudo isso, ter sido libertada e hoje está recebendo esse carinho todo, só nos resta o sentimento de satisfação”, ressaltou.

O conselheiro Roberto Oliveira, que acompanha o caso do menino desde o primeiro momento, ressaltou a importância da denúncia. “Toda criança que vive em condições e situação iguais às que o Vitor Manoel passou precisa de um apoio. Quem tiver conhecimento de alguma criança sendo submetida a maus tratos tem que denunciar. O que não pode, é se calar”, finalizou.

Relembre o caso

O Conselho Tutelar da Zona Norte de Macapá, chefiado pelo conselheiro Roberto Oliveira, resgatou Vitor Manoel na última segunda-feira, 5, no bairro Cidade Nova – zona leste da cidade. Uma denúncia, feita pelo tio do menino, desencadeou na confirmação de maus tratos que ele sofria por parte da própria mãe. O mesmo contou que não aguentava mais ver o garoto ser espancado e vivendo em condições sub-humanas.

Christiane Marreiros dos Santos, de 43 anos, mãe de Vitor Manoel, foi presa em flagrante, na residência onde morava com a vítima, localizada na Travessa Raimundo Ramos dos Passos. Policiais militares do 6° batalhão deram apoio à ação. A mulher é acusada de negligência, uma vez que não alimentava e nem dava as medicações adequadas ao filho, e de colocar a vida do menor em risco. O local onde o garoto foi encontrado era insalubre e inabitável, segundo o conselheiro.

“O ambiente tinha um cheiro ruim. Não havia fogão e a geladeira estava desligada com alguns restos de alimentos estragados e cheio de formiga. A criança estava sem se alimentar, com marcas de agressão e em meio a sujeira, lixo e coisas que eram catadas na rua. A própria família e vizinhos testemunharam o sofrimento que esse menino estava vivendo. Inclusive, os tios relataram que a criança corria risco, pois traficantes iam à casa constantemente cobrar dívidas de drogas da mãe, que era usuária”, detalhou Roberto Oliveira, no dia do flagrante.

Há relatos de que a mulher levava o garoto para a rua e fazia o consumo de entorpecentes com ele ao lado. Ela também vestia calcinhas no menino. Christiane foi levada ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval, onde o delegado Leonardo Alves tomou as providências cabíveis. A criança foi entregue ao pai, por meio de uma guarda provisória, e a mulher foi posta em liberdade após audiência de custódia, para aguardar os procedimentos judiciais.

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