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PC fecha bar que funcionava como ponto de prostituição de adolescentes em Oiapoque

Elen Costa

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PC fecha bar que funcionava como ponto de prostituição de adolescentes em Oiapoque

Em ação contínua ao combate da exploração sexual de crianças e adolescentes de Oiapoque, a Polícia Civil daquele município, juntamente com o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, fecharam um estabelecimento, localizado no Centro da cidade, conhecido por funcionar como ponto de prostituição de adolescentes.

A operação, determinada pelo Poder Judiciário, aconteceu na madrugada desta terça-feira, 18, quando a força tarefa intensificou ainda mais as fiscalizações do Maio Laranja – que visa combater esse tipo de crime. Na ocasião, quatro pessoas foram presas. Entre elas, um homem de 51 anos, que é pescador da cidade de Vigia, no Pará. Ele foi flagrado mantendo relação sexual com um menor de 17 anos de idade.

Também foram detidas e levadas para a delegacia, uma mulher de 37 anos, identificada como sendo a gerente do bar, e outras duas de 26 e 27 anos, que seriam as responsáveis por recrutar as adolescentes e induzir as mesmas ao cometimento do ato. Todas foram autuadas por associação à exploração sexual.

“O que chama a atenção é a situação de vulnerabilidade de uma adolescente de 14 anos de idade, encontrada na casa. Ela não tem nenhum parente, o pai e a mãe são falecidos e a bisavó que a criava também morreu. Ela foi adotada por um casal e ficou só dois meses com eles, sendo devolvida para o abrigo no ano passado. Essa menina, confessou na delegacia que estava ali para se prostituir”, contou o delegado Charles Corrêa que coordena a operação.

De acordo com o delegado, o local que funciona como um bar de fachada, possui quartos anexos, onde os programas acontecem. A autoridade policial disse ainda, que se surpreende com as justificativas dadas pelas menores.

“Quando você para e ouve os porquês, se dá conta das dificuldades dos outros. Mas isso não exclui o dever do Estado em prestar assistência. Essas jovens são aliciadas e induzidas a essa prática, para receber em média R$ 200 por programa, tendo que dividir esse valor com a casa. A maioria dessas meninas, foram recrutadas da cidade de Santana e já passaram pelo garimpo do Lourenço, uma área onde a exploração é muito recorrente”, explicou Corrêa.

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