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Do ouro negro à redenção: primeira noite de desfiles agita o Sambódromo de Macapá

Da Redação

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Do ouro negro à redenção: primeira noite de desfiles agita o Sambódromo de Macapá

O Sambódromo de Macapá foi tomado por cores, ritmo e emoção na sexta-feira, 13, com a abertura oficial dos desfiles das escolas de samba do Carnaval 2026. A primeira noite reuniu milhares de pessoas nas arquibancadas, que tiveram acesso gratuito de forma inédita neste ano.

Coordenado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap), o desfile contou com apoio do Governo do Estado e do senador Davi Alcolumbre. Pelo quarto ano consecutivo, o Executivo estadual garantiu investimentos para a realização do evento no Sambódromo, retomado em 2023 após o período de suspensão provocado pela pandemia. O governador Clécio Luís acompanhou a primeira noite de apresentações.

Embaixada de Samba abriu a noite de desfiles
Embaixada de Samba abriu a noite de desfiles

Abrindo os desfiles, a Embaixada de Samba Cidade de Macapá levou para a avenida o enredo “O ouro negro é meu tesouro da Margem Equatorial”, destacando o potencial energético do estado. A escola apresentou alegorias de grande porte e alas que simbolizaram desenvolvimento e força coletiva.

Na sequência, a Emissários da Cegonha apostou nas crendices e superstições populares do imaginário amapaense. Com dois carros alegóricos, tripé na comissão de frente e fantasias com elementos místicos, a escola transformou símbolos da cultura popular em espetáculo visual.

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira de Emissários da Cegonha
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira de Emissários da Cegonha

De volta ao Grupo Especial, a Unidos do Buritizal apresentou o enredo “Transfronteiras de Sonhos: Bem-vindo à Guiana Francesa”, celebrando a integração entre o Amapá e o país vizinho. A escola levou alegorias que representaram o Rio Oiapoque como elo cultural entre os povos.

Unidos do Buritizal falou da relação do Amapá com Guiana Francesa
Unidos do Buritizal falou da relação do Amapá com Guiana Francesa

Maracatu da Favela foi a quarta agremiação da noite e trouxe para a avenida o enredo “Xeque-Mate na Avenida: Quem dá as cartas é a Favela!”, com alegorias inspiradas no universo do xadrez e forte presença da bateria, mantendo a tradição da escola no samba amapaense.

Maracatu da Favela fez desfile inspirado no universo do xadrez
Maracatu da Favela fez desfile inspirado no universo do xadrez

Encerrando a noite, a Boêmios do Laguinho apresentou “Sodoma e Gomorra – Do Pecado à Redenção”. Com cerca de 1.750 brincantes, 12 alas, dois carros alegóricos e uma comissão de frente com 15 integrantes, a escola fechou o desfile com um espetáculo marcado por dramaticidade e impacto visual.

O evento contou ainda com o maior esquema de segurança pública já montado para o Carnaval no estado, com 1,5 mil agentes, viaturas de prontidão e uma Central de Comando Móvel, garantindo tranquilidade ao público durante a primeira noite de apresentações.

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