
Um crime ocorrido na tarde deste sábado, 22, no bairro do Muca, na Zona Sul de Macapá, pode ser o estopim para matança entre organizações criminosas no Estado.
A execução que aconteceu por volta da 14h30, em um beco conhecido como Eça de Queiroz, na travessa Pedro Afonso da Silveira, vitimou um homem identificado apenas como William, vulgo “Scooby”, e que seria filho do líder de uma facção atuante na cidade, de acordo com informações policiais.

Moradores que presenciaram o fato, mas pediram para não serem identificados por temerem represálias, afirmam que o local é dominado pelo tráfico de drogas e disseram que a vítima costumava frequentar a região.
“Ele sempre estava aí na ponte. Hoje ele chegou e não demorou muito, um táxi chegou, parou, e um homem de camisa preta desceu. Quando nos deparamos, já foram com os tiros, muitos tiros. O assassino, ainda pegou a arma dele [Scooby] e atirou com as duas para o alto. Depois voltou e atirou na cara dele e ainda filmou tudo, fugindo no mesmo carro”, detalhou uma testemunha.

Um casal de tios de Willian, que esteve no local do crime, contou que o mesmo costumava ‘parar’ em Santana, na casa da mãe. Mas, tinha conhecimento que atualmente o mesmo estava morando numa região de garimpo e que não sabia que ele estava na capital.
Equipes da Polícia Militar (PM) do 1° batalhão foram acionadqs e confirmaram a ocorrência. Foi chamado o socorro médico e feito o isolamento da área até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU ) constatou o óbito. Peritos da Politec recolheram cápsulas de bala no local e detectaram pelo menos oito entradas de tiros no rosto da vítima.
De acordo com o que circula pelas redes sociais, o assassinato de Willian poderá desencadear uma onda de violência no Estado. O delegado Dante Ferreira da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa (DECIPE), que esteve com seus agentes na cena do homicídio para colher informações que serão usadas para ajudar na elucidação do caso, disse que a inteligência da polícia tomou conhecimento que as organizações criminosas estariam programado ataques a rivais.
“Esse rapaz morto aqui, é filho do líder de uma facção que atua no Amapá. Por conta disso, está circulando pelos grupos de whatsapp, uma declaração de guerra entre as organizações. Estamos fazendo o levantamento e, provavelmente, a tendência é aumentar o número de homicídios. Exitem vídeos, um gravado pelo próprio assassino, que deve ser pra prestar contas com o mandante, que deu a ordem de execução, que é onde ele atira na vítima depois de morta”, contou Dante.

O delegado disse também, que está em busca de uma mulher que aparece em outro vídeo, gravado após o homicídio, pegando o celular de Willian.
“Ela aparece fazendo uma espécie de revista na vítima e subtraindo o telefone celular que ele tinha no bolso e isso é considerado crime de furto. A não ser que essa pessoa seja parente da vítima. Mas, duvido muito, porque se fosse, teria aguardo a chegada da polícia” finalizou.







