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Suspeito de matar companheira com tiro na cabeça é preso pela Delegacia da Mulher

Da Redação

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Suspeito de matar companheira com tiro na cabeça é preso pela Delegacia da Mulher

O principal suspeito de matar a companheira, Benedita de Jesus Barroso, mais conhecida como Paula Barroso, foi preso por volta das 12h desta segunda-feira 26, por uma equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). O homem foi identificado como Alciderico Santos.

O crime ocorreu na noite de domingo, 25, volta das 21h30, quando Paula foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, num estabelecimento comercial no KM 17 da BR 156. A vítima ainda chegou a ser socorrida e levada para o Hospital de Emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo depois.

Após o crime, Alciderico fugiu do local. Durante as diligências, a polícia também conduziu à delegacia uma pessoa que teria ajudado na fuga do suspeito. O nome dessa pessoa não foi divulgado, e ela deve prestar esclarecimentos. Em depoimento à polícia, Alciderico alegou que o disparo teria sido acidental, afirmando que a arma “disparou sozinha”.

A versão, no entanto, é tratada com cautela pelos investigadores e será confrontada com os laudos periciais e demais provas reunidas no inquérito.

A vítima, Paula Barroso ainda chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento.
A vítima, Paula Barroso ainda chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento.

De acordo com a delegada Marina Guimarães, responsável pelo caso, momentos antes do crime a irmã de Paula tentou entrar em contato com a vítima, mas quem atendeu ao telefone foi o próprio Alciderico. Ainda segundo a delegada, o suspeito teria descoberto um suposto relacionamento extraconjugal de Paula, o que pode ter motivado uma discussão antes do assassinato.

“Paula conseguiu falar com a irmã e chegou a dizer que iria para a casa dela em um carro de aplicativo, o que indica que a vítima pretendia deixar o local, porém ela não chegou”, disse Marina.

Delegada Marina Guimarães, responsável pelo caso
Delegada Marina Guimarães, responsável pelo caso

O caso é investigado como feminicídio, crime caracterizado pela morte de uma mulher em contexto de violência doméstica ou de gênero. A polícia segue apurando os fatos para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Alciderico permanece preso à disposição da Justiça, enquanto o inquérito policial segue em andamento. Ele deve passar ainda por audiência de custódia.

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