Site em fase de desenvolvimento.

Portal Alyne Kaiser

Editorias em alta

Sem obter respostas, Ministério Público instaura procedimento para apurar contrato da CTMac com empresa de bilhetagem de Belo Horizonte

Da Redação

2 min de leitura

Ouvir

Entre para favoritar

As favoritas ficam na sua área do assinante, em qualquer aparelho. A assinatura é grátis: só nome e e-mail. Depois do código, você volta para esta notícia já favoritada.

Sem obter respostas, Ministério Público instaura procedimento para apurar contrato da CTMac com empresa de bilhetagem de Belo Horizonte

O Ministério Público Estadual instaurou Procedimento Preparatório de Inquérito Civil para apurar o contrato celebrado pela Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) com a empresa Modaxo Brasil, de Belo Horizonte. O contrato diz respeito ao gerenciamento do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do transporte público e já é objeto de uma ação judicial, cuja relatoria é do desembargador Agostinho Silvério, e que tramita no Tribunal de Justiça em fase de apelação.

De acordo com a Portaria Nº 0000041/2024-PRODEMAP 3ª, que instaurou o procedimento, a necessidade de proceder um inquérito se deve ao fato de que no curso da apuração preliminar (Notícia de Fato), iniciada em junho deste ano, foram realizadas diversas diligências tanto à CTMac quanto à Prefeitura de Macapá, mas não houve nenhuma resposta acerca das informações solicitadas por este órgão ministerial.

O inquérito apura possíveis ilegalidades ocorridas no âmbito do Contrato n.º 001/2024-CTMac, que tem por objeto a contratação de sistema de bilhetagem Eletrônica. O Sistema continua sendo gerenciado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap), mas em comunicado a CTMac informou que passará o controle à empresa contratada a partir de 10 de dezembro deste ano, quando inicia a execução do contrato questionado.

O curioso é que o contrato, celebrado no final de janeiro, começou a ser pago em 5 de fevereiro. Dos quase R$ 4,5 milhões pactuados, a CTMac pagou, entre fevereiro e março deste ano, R$ 1,25 milhões, conforme dados do Portal da Transparência juntados no inquérito.

“O contrato tem indícios de ser fraudulento sob todos os aspectos pois a contratação, sem licitação, ocorreu em apenas três dias, e antes mesmo da empresa Modaxo prestar o serviço já recebeu um terço do valor. E mais: hoje os custos do sistema de bilhetagem são todos suportados pelas empresas. Quem vai pagar a conta desses R$ 4,5 milhões por ano, só pra gerir um sistema eletrônico que hoje não custa nada aos cofres públicos”, afirmou Michel Braz, gestor do sistema de bilhetagem do Setap.

Portaria 0000041-2024-PRODEMAP 3–Descarregar Bilhetagem – procedimento preparatório para inquerito policialDescarregar

Compartilhe esta notícia

WhatsAppFacebookX

Entre para favoritar

As favoritas ficam na sua área do assinante, em qualquer aparelho. A assinatura é grátis: só nome e e-mail. Depois do código, você volta para esta notícia já favoritada.

ReportagemDa RedaçãoVer todas as notícias

Leia também

Mais de Direito