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Delegacia da Mulher de Santana prende padrasto condenado por estupro de vulnerável e tortura contra enteados; menina abusada chegou a engravidar aos 13 anos

Alyne Kaiser Editora Chefe

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Delegacia da Mulher de Santana prende padrasto condenado por estupro de vulnerável e tortura contra enteados; menina abusada chegou a engravidar aos 13 anos

Uma equipe da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Santana (DEAM Santana), cumpriu mandado de prisão definitiva contra um homem de 47 anos, condenado a mais de 24 anos de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e tortura praticados contra seus enteados.

O indivíduo foi condenado a 22 anos, 6 meses e 25 dias por estupro de vulnerável, e a mais 2 anos e 4 meses por tortura.

Crimes de estupro e agressões
De acordo com a Delegada Katiúscia Pinheiro, os abusos sexuais contra a enteada tiveram início por volta de 2018, quando a vítima tinha apenas 12 anos, e se estenderam até os 14 anos, ocorrendo de forma contínua. Em uma das ocorrências, a vítima engravidou aos 13 anos em decorrência dos estupros.
O agressor se aproveitava da convivência e da relação de confiança dentro do ambiente familiar. Sempre que a vítima tentava se negar ou ameaçava contar à mãe, era violentamente agredida e ameaçada de morte.

“O padrasto dizia que poderia ser preso, mas que, quando saísse, ou mesmo de dentro da cadeia, iria matá-los”, relatou a delegada, destacando a estratégia de intimidação.

Os fatos só vieram à tona em 2021, quando a vítima foi abrigada em uma Casa de Acolhida e, finalmente, conseguiu relatar os abusos sofridos à coordenadora, o que levou ao registro do Boletim de Ocorrência e às investigações.

Tortura contra o enteado
Além do estupro, o homem também foi condenado por tortura contra o irmão da vítima, um menino que tinha apenas 10 anos à época. O padrasto agredia o garoto com frequência, o que o levava a se esconder com medo quando o via.
As agressões eram tão constantes que o menino era trancado no quarto na chegada de visitas para que ninguém visse as marcas em seu corpo. A tortura incluía obrigar a criança a limpar o quintal nua e a ficar de castigo ajoelhada no milho cru, sob a justificativa de “medida corretiva”.

Prisão e condenação
A Delegada Katiúscia Pinheiro ressaltou que esta prisão definitiva é resultado de inquéritos policiais apurados pelo Delegado Ruben Neves, à época titular da Delegacia de Infância e Juventude de Santana, que culminaram nas duras condenações.
O condenado foi levado para a audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) para o cumprimento de sua pena.

Violência Doméstica: Não Se Cale
A Polícia Civil reitera que a maioria dos abusos sexuais contra crianças e adolescentes ocorre dentro de casa e é praticada por pessoas próximas que se valem da confiança familiar, constituindo também violência doméstica e deixando traumas profundos nas vítimas.
Se você é vítima ou testemunha, procure ajuda:

  • Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)
  • Disque 100 (Direitos Humanos)
  • Disque 190 (Polícia Militar)
  • Registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual ou em qualquer Delegacia presencial.

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