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Petrobras recebe aval da ANP para retomar perfuração na Foz do Amazonas mediante novas condições

Petrobras realiza perfuração exploratória para identificar a presença de petróleo

Da Redação

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Petrobras recebe aval da ANP para retomar perfuração na Foz do Amazonas mediante novas condições

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou, nesta quarta-feira, 4, a retomada parcial das atividades de perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, conduzidas pela Petrobras. A liberação ocorre de forma condicionada, após a interrupção dos trabalhos registrada há cerca de um mês em razão de um vazamento de fluido de perfuração.

De acordo com a Petrobras, o material liberado não representa ameaça ao meio ambiente nem às comunidades da costa do Amapá. Ainda assim, a agência reguladora estabeleceu uma série de medidas que deverão ser rigorosamente cumpridas antes da continuidade da operação.

Entre as exigências estão a substituição de componentes da sonda, a reavaliação do plano de manutenção e a apresentação de comprovação de que os profissionais envolvidos passaram por treinamentos específicos de segurança operacional. A ANP também informou que mantém em andamento uma auditoria técnica no sistema de segurança da sonda, iniciada no começo desta semana.

O poço exploratório, batizado de Morpho, é o primeiro a ser perfurado na Bacia da Foz do Amazonas. O projeto enfrentou um longo processo de licenciamento, que se estendeu por mais de dez anos e foi marcado por sucessivas negativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), motivadas por preocupações com possíveis impactos ambientais em caso de vazamento de petróleo.

A autorização para esta etapa da operação foi concedida em outubro do ano passado. No momento, a Petrobras realiza apenas a perfuração exploratória, cujo objetivo é identificar a presença de petróleo e avaliar a viabilidade técnica da área.

Qualquer avanço para a fase de produção comercial dependerá de novas licenças ambientais e de análises complementares dos órgãos competentes.

Fonte: Veja

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