Polícia

Acusados de matar adolescente e sumir com o corpo são presos em operação da DERCCA

A ação chefiada pelo titular da Delegacia Especializa em Repressão à Crimes Contra a Criança e Adolescente (DERCCA), da Polícia Civil, delegado Ronaldo Entringer, aconteceu na manhã de quinta-feira, 25. Com o apoio da Divisão de Capturas e da Delegacia Especializada em Investigação de Atos Infracionais (Deiai), a equipe da DERCCA cumpriu mandados de prisão preventiva no bairro Novo Horizonte – Zona Norte da capital amapaense, e adjacentes.
Wenderson Figueiredo Cardoso, de 19 anos, o “Dedê”; Paulo Lorran Silva Castro, conhecido como “Paulinho”, de 25; Sidney Gil Farias Marques, também de 25 anos, o “Rato” e
Anderson Clay Rodrigues Gibson, de 26, vulgo “Lambo”, são acusados de participação no homicídio e ocultação de cadáver de um adolescente de 17 anos de idade. O crime aconteceu no dia 23 outubro do ano passado.


De acordo com o delegado, os alvos da ação policial são integrantes de uma organização criminosa que atua em todo o Estado.
“A vítima, que era membro da mesma facção dos investigados, estava em um casa noturna na Zona Sul e foi atraída por duas mulheres para uma área de ponte no bairro Novo Horizonte. Elas teriam dito a ele que, no local, iria ter uma festa regada a bebedeira, drogas e garotas. Só que, na verdade, se tratava de uma emboscada. Quando chegou na casa o menor foi morto com golpes de faca. Até o momento, o corpo dele não foi encontrado. Não descartamos o envolvimento de outras pessoas nesse crime. Esses que já foram presos negam a participação, o que dificulta ainda mais chegarmos a elucidação total desse caso. Mas, já temos a identidade das duas mulheres e vamos solicitar as prisões delas também”, detalhou Entringer.
As investigações apontam que a motivação do crime está relacionada à certas atitudes da vítima. O adolescente estaria fazendo coisas que estavam desagradando os demais membros da organização criminosa. O inquérito policial apurou ainda, que a ordem para matar o menor, partiu de dentro da cadeia, onde um quinto envolvido no assassinato, Geyson Marques Ferreira, já se encontra recluso, e
respondendo por outro delito.
Os investigados, presos na operação, foram indiciados por homicídio qualificado, por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima, e pelo crime de ocultação de cadáver. Ontem mesmo, eles foram encaminhados para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), onde devem permanecer até uma segunda ordem da Justiça.

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