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Em Macapá retomada de aplicação de segunda dose contra Covid-19 registra tumulto e reclamações

O município de Macapá retomou neste sábado (24) a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 em idosos de 70 e 69 anos. No entanto o atraso na chegada do imunizante nos pontos de vacinação gerou tumulto e muitas reclamações.

Na Praça Floriano Peixoto as filas davam voltas e vacinação só teve início próximo às 10h. O servidor público, Rogério Ribeiro, já deveria ter tomado a segunda dose no dia 22 de abril, mas não conseguiu, porque tem 65 anos. “Estou revoltado, já estou com a vacina atrasada dois dias, e não posso vacinar por que ainda não é minha faixa etária. Acredito que as pessoas que estão com a segunda dose atrasada deveriam ter prioridade, agora ainda vou ter que esperar não sei mais quantos dias, aumentando ainda mais os dias de atraso”, reclamou.

Na quadra da Igreja Jesus de Nazaré, um tumulto foi causado, segundo os usuários, por uma tentativa de “fura fila” que gerou revolta na população. A autônoma Jeane Martins presenciou a tentativa que causou a discussão. “A vacinação só começou 10h, quando muitos idosos já estavam esperando, de repente uma pessoa foi até uma das pessoas que estavam aplicando as doses, trocou algumas palavras, e já ficou ali ao lado, esperando atendimento. Ela só não foi vacinada porque intervimos, chamamos outra profissional, que constatou através da caderneta que ela não tinha direito a vacina e a retirou da fila”.

Praça Floriano Peixoto

A subsecretária de Vigilância em Saúde da Semsa, Nayma Picanço, informou que o breve adiamento não inviabiliza o ciclo de imunização dos indivíduos. ‘’É importante que todos saibam que, cientificamente, uns dias de atraso na data prescrita no cartão de vacinação não interfere na imunização das pessoas’’, explica.

Muita aglomeração

Sobre as reclamações, em nota a Prefeitura de Macapá disse que: “As equipes da saúde municipal tem se desdobrado para garantir que o processo de imunização contra a covid-19 seja justo e eficiente na capital, mesmo com os desafios da falta de vacina, completamente alheio às decisões tomadas pela gestão”.

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