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Advogado alega falta de tratamento adequado em saúde no IAPEN, e consegue prisão domiciliar para réu condenado a 40 anos no júri

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Advogado alega falta de tratamento adequado em saúde no IAPEN, e consegue prisão domiciliar para réu condenado a 40 anos no júri

O Advogado criminalista Osny Brito, conseguiu na vara de execução penal de Macapá, decisão concedendo prisão domiciliar para o cliente condenado a 40 anos, por um processo do tribunal do júri de Santarém.

Osny relatou que o cliente foi vítima de um acidente de trânsito que resultou em uma fratura do fêmur e que a falta de tratamento adequado do sistema prisional de Macapá gerou diversas ofensas aos direitos humanos de seu constituinte.

“A coordenaria do presídio informou que só realiza atendimento de atenção básica e que não há profissionais de fisioterapia ou reabilitação. O sistema prisional não tem o aparato mínimo para o tratamento adequado, e por conta disso meu cliente sofreu diversas ofensas de seus direitos humanos básicos, chegando a ser transportado em um carrinho de mão de madeira”, comentou Osny Brito.

O advogado reforça que toda pessoa tem direito a saúde, independente de estar ou não presa, e estando custodiada, é dever do Estado garantir o acesso aos direitos básicos. Segundo ele, a decisão da vara de execução penal, que concedeu a prisão domiciliar, não só observa os direitos humanos internacionais (regras de Mandela), como traz um olhar humano e sensível ao caso concreto.

Réu chegou a ser transportado em um carrinho de mão de madeira
Réu chegou a ser transportado em um carrinho de mão de madeira

“A ofensa ou omissão aos direitos humanos básicos não deve ser vista como banal, espero que este caso sirva como precedente, já que mesmo a pessoa estando presa, seus direitos são inalienáveis, irrenunciáveis e devem ser observados por todos”.

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