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Homem acusado de tentar matar outro há 6 anos é absolvido no conselho de sentença

Da Redação

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Homem acusado de tentar matar outro há 6 anos é absolvido no conselho de sentença

Um homem acusado de tentar matar Eugênio de Sá Quaresma foi absolvido em julgamento ocorrido nesta quinta-feira, 23, na 1º Vara do tribunal do Júri da Comarca de Macapá.

De acordo com a acusação, no dia 11 de dezembro de 2017, em via pública, por volta das 20h30, na Passagem Nossa Senhora das Graças, no bairro Araxá, o denunciado teria desferido diversos disparos contra a vítima Eugênio, entretanto, por erro na execução, atingiu a cabeça da vítima Francisco Neto de Sá Quaresma, que não morreu por ter sido prontamente socorrido.

Submetido a julgamento popular, o júri foi presidido pela Juíza de direito Livia Freitas, que ressaltou a importância da colaboração da acusação e defesa, para realização dos julgamentos, especialmente no mês de novembro que é o Mês nacional do júri. A Acusação foi feita pelo promotor de justiça Welder Tiago Santos.
A defesa foi composta pelos advogados Osny Brito, Flávio Medeiros, Ana Diandra Moreira e Suzanne Siqueira. Eles sustentaram a tese da negativa de autoria, defendendo que não teria sido o réu o autor do disparo que acertou a vitima, mas sim uma terceira pessoa.
“As provas eram contraditórias, fragmentadas, como um copo de vidro quebrado, não sustentavam uma acusação. Demonstramos pelo depoimento da própria vitima (real), que não reconhecia o réu como autor dos disparos, que não tinha certeza da autoria, demonstramos ainda que não havia qualquer motivo para nosso cliente atentar contra a vida da vítima, diante da fragilidade probatória, pugnamos pela absolvição”, disse a defesa.

Após analisar as provas autos e se reunirem na sala secreta os jurados absolveram o acusado, reconhecendo o in dubio pro reo, ou seja, no caso de dúvida, decidindo em favor do acusado.
A defesa comentou que ficou satisfeita com o resultado, pois a dúvida no caso era razoável, podendo agora o réu voltar pra sua família e familiares, sem o peso de uma acusação de homicídio.

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