Polícia

Defesa pede revogação de prisão de policiais militares acusados de homicídio em 2019

Cinco policiais militares foram presos na última sexta-feira, 16, e levados para o Centro de Custódia Estadual. Eles são acusados de terem participado do assassinato do jovem Rui Guilherme Vieira dos Santos Filho, de 19 anos, assassinado a tiros no dia 3 de julho de 2019 por volta das 3h13 da madrugada. Naquele dia, Gleidson Nunes, de 22 anos, também teria sido espancado.

O advogado de defesa dos militares, Charlles Bordalo, pediu a revogação da prisão por entender que a prisão foi desnecessária. “Eles foram ouvidos como suspeitos e prestaram todos os esclarecimentos. Não há a necessidade dessa prisão se eles estão colaborando com as investigações”, disse o advogado.

Segundo o delegado César Ávila, da Delegacia de Homicídios, agora o caso vai para a fase final. Ele informou que a prisão foi pedida pelo fato de haver uma coação por parte dos envolvidos. “Acredita-se que houve a coação de alguns para que não revelassem a verdade à polícia, durante os interrogatórios. As pessoas que estavam lá, mas não participaram do crime, há um certo temor em revelar a verdade. Pedimos a prisão para que possamos dar continuidade à investigação de uma forma mais tranquila”, informou.

Delegado César Avila disse que cada um deles contribuiu de alguma forma para o crime.

Segundo o delegado não há dúvidas do que cada um fez, quem efetuou os disparos em Rui e quem praticou lesão corporal em Gleidson. “Cada um contribuiu para o crime, seja a partir do momento em que as vítimas foram cercadas, fazendo com que Rui corresse para onde estava o assassino. A vítima tentava fugir, foi impedida várias vezes. Ele foi morto pelas costas”, disse o delegado.

Ávila contou que o mesmo autor dos disparos espancou a segunda vítima. “Ele estava espancando a vítima Gleidson, quando o Rui passou correndo. As imagens mostram claramente quando ele atira, a vítima cai morta e ele continua o espancamento da outra pessoa”, disse ele.

O delegado também informou que uma arma teria sido “plantada” próximo ao corpo de Rui. “Imagens da festa mostram o momento em que a vítima levanta a blusa e não se vê nenhuma arma na cintura. Nas imagens também notamos que ele não realiza nenhum movimento brusco ou até atirando em alguém”, finalizou o delegado.

Lembre o crime

Naquele dia, Rui e Gleidson estavam participando de uma festa numa conveniência na Rodovia JK. Minutos antes do crime, segundo o delegado, eles teriam se envolvido numa discussão. As vítimas teria pedido um carro de aplicativo para irem embora quando foram cercadas por diversas pessoas. 

Na tentativa de fugir do grupo, os dois foram encurralados. Imagens de câmeras de segurança mostram o crime.

Veja o vídeo do dia do assassinato:

Vídeo mostra como foi o crime

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