Polícia

Em meio às buscas, equipes das Forças de Segurança encontram crianças em vulnerabilidade social

Em meio as buscas equipes das Forças de Segurança encontram crianças em vulnerabilidade social

Durante a operação de buscas por Renato Siqueira de Jesus, de 13 anos de idade e Fabrício Oliveira Barbosa de 14, desaparecidos há 11 dias em uma região de floresta, no município de Calçoene, os agentes da Segurança Pública envolvidos na ação, detectaram crianças vivendo em situação de vulnerabilidade social, no assentamento que teria sido o ponto de partida dos garotos.

Segundo informações, pelo menos três crianças com problemas de saúde foram trazidas pela aeronave do Grupamento Tático Aéreo (GTA), do local que fica a 23 quilômetros de distância do centro da cidade. Elas foram deixadas na base da Polícia Militar (PM) e de lá encaminhadas para a Unidade Básica de Saúde (UBS) onde foram atendidas pela equipe médica e, em seguida, foram liberadas.

Na manhã deste domingo, 18, o prefeito da cidade, Reinaldo Barros, e o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Alex, seguiram com uma equipe do Serviço de Assistência Social da Prefeitura de Calçoene, que partiu para o assentamento, para averiguar a situação em que as famílias vivem. Também foram levadas cestas básicas e água potável para serem distribuídas.

De acordo com relatos, o local é habitado a pouco tempo. A fartura de plantações de açaí chamou a atenção das famílias que passaram a fazer barracos em condições precárias, apenas com cobertura e sem parede. Nove adultos e 12 crianças com idades entre 2 e 14 anos, continuam no lugar em condições sub humanas, sem energia elétrica, água potável e alimentação adequada.

O vereador Wesley Alex contou ao portal alynekaiser.com.br que as pessoas que hoje ocuparam o assentamento, são famílias que residem em Calçoene e outras no município de Amapá, e que não pretendem deixar a o local.

“São famílias que tem casas em uma dessas duas cidades, mas querem ficar no assentamento. Começaram suas plantações e disseram que não vão deixar o lugar. Apenas as crianças, quando iniciarem as aulas, retornarão à cidade. Foi o que eles nos falaram. Porém, ali é um local de dificílimo acesso, acho meio complicado continuarem por muito tempo lá”, avaliou o presidente Câmara.

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