Polícia

Exclusivo: Metralhadora americana de uso proibido é encontrada pela DTE durante apreensão de drogas

Uma submetralhadora americana de uso restrito, modelo UZI, 6 mm, foi apreendida na noite deste sábado, 6, durante um bote certeiro, dado por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), ao comando do delegado Vladson Nascimento. O armamento estava escondido dentro de uma caixa de isopor, embaixo da pia da cozinha de uma kitnet, localizada na Avenida Oscar Santos, no bairro Santa Inês.

“É uma arma que com certeza seria usada na prática de assaltos, em guerra entre facções, no domínio do tráfico de drogas, ou até mesmo contra agentes da segurança pública. A gente observa que esses criminosos estão aumentando o poder bélico gradativamente. É importante destacar que, a compra desse tipo de armamento é uma espécie de consórcio. Os traficantes combinam entre si e o material fica à disposição da facção, e não de uma única pessoa”, frisou o delegado.

A autoridade policial contou que a ação é fruto de investigações que vem sendo realizada há vários meses pela especializada.

“É o desdobramento de alguns levantamentos. Estamos monitorando traficantes que estão fora do Estado, mas que estão mandando drogas e armas para cá. Tínhamos o conhecimento desse local, conhecido como toca, e hoje, devido a uma grande movimentação, resolvemos estourar”, contou Vladson.

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante. Ele confessou para o delegado ser a pessoa responsável por guardar o produto entorpecente e a arma de fogo em casa, o chamado bomba.

“Esse material chegou hoje em Santana, pelo porto fluvial daquela cidade e depois foi trazido para este endereço. E a informação que temos, é que ele saiu do Estado do Pará. O indivíduo preso colaborou com a polícia. Ele não quis identificar a pessoa, porém informou que recebeu a ligação de um interno da penitenciária, pedindo para que ele guardasse essa droga. São os que chamamos de bomba. Ele não é o proprietário da droga, não tem contato com o traficante e é o primeiro a explodir”, explicou a autoridade policial.

A pessoa presa, até então, não tinha antecedentes criminais. Mas, Vladson Nascimento alerta que essa prática está se tornando comum no submundo do crime.

“Trata-se de um trabalhador, sem passagem pela polícia, e que foi seduzido pela organização criminosa. Ele falou que receberia a importância de R$ 500 apenas para armazenar o entorpecente. Porém, isso não o exime da culpabilidade. A sedução é justamente porque é algo que não precisa do emprego da violência. Só que, trata-se de um crime hediondo”, disse o delegado da DTE.

O preso será autuado pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso proibido e organização criminosa. Se condenado, ele poderá pegar até 20 anos de prisão.

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Um Comentário

  1. Parabéns à Polícia Civil pela proatividade em quebrar a estrutura do crime. Com a PM neutralizando o crime violento, só falta o ex-detento realizar concursos para ambas as Instituições.

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