Justiça

Justiça inicia julgamento do caso do ciclista que morreu atropelado na zona norte de Macapá

A Justiça do Amapá iniciou nesta quarta-feira, 13, a audiência de instrução e julgamento da motorista que atropelou e matou o ciclista Rubivar Júnior, que na época do acidente tinha 28 anos de idade. Três testemunhas de defesa e uma de acusação foram ouvidas. 

Segundo informações, a que depôs em favor da técnica em enfermagem, Elisa Alves Lima, de 34 anos, teria contado uma versão diferente da que relatou na delegacia durante depoimento. Na delegacia, a testemunha contou que Elisa havia feito ingestão de bebida alcoólica e, nesta quarta-feira, acabou negando que a mesma estivesse bebido.

Familiares e amigos da vítima estiveram na frente do Fórum para manifestar. O pai de Júnior, Rubivar da Silva Nobre, disse estar ansioso pela condenação de Elisa. “A gente espera que esse julgamento seja exemplar no Amapá e, claro, esperamos a condenação da Elisa, que é a assassina do Rubivar”, declarou.

Familiares de Rubivar Junior foram para frente do Fórum em protesto

“A gente espera que a 5ª Vara Criminal pudesse fazer a divisão da água e do óleo, porque os crimes de trânsito, infelizmente, muitas vezes, não acontece nada. Então, a gente precisa fazer com que esse crime seja, realmente, um divisor de água. Queremos também a capitulação penal que está como crime culposo e sabemos que foi doloso. Porque ela estava embriagada e em alta velocidade. Ela sabia o que estava fazendo”, expressou Rubivar Nobre.

Vítima tinha 28 anos quando foi atropelado


Entenda o caso
Rubivar Júnior foi atropelado no dia 29 de setembro de 2019, quando transitava em uma bicicleta. O acidente aconteceu por volta das 9h, na Rua Socialismo, no bairro Renascer, quando ele havia saído de casa para comprar lanche. A condutora fugiu do local sem prestar socorro à vítima, que morreu no local. Ela se apresentou dois dias depois do fato no Ciosp do Pacoval e foi posta em liberdade. 

Rubivar era bacharelando em Administração e tinha formação em Rede de Computadores. Ele trabalhava no Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol). Uma associação beneficente com o nome Rubivar Júnior foi criada para dar continuidade ao trabalho social que ele tinha.

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