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Após denúncias, vacinação de quilombolas e ribeirinhos é suspensa na capital

Após denúncias de que pessoas fora do grupo prioritário estariam sendo imunizadas contra a Covid-19, com as doses destinadas a quilombolas, a Prefeitura de Macapá suspendeu temporariamente a ação de vacinação de quilombolas e ribeirinhos.

A decisão foi tomada em reunião, na ultima segunda-feira (12), com representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), do Conselho Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), e da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (Semsa) que deverá reorganizar o calendário de imunização.

O procurador da República Alexandre Guimarães reforçou a necessidade de se estabelecer critérios para identificar efetivamente pessoas que, de fato, pertencem às comunidades quilombolas. “Por precaução, foi acordado entre todos os participantes que seria mais cauteloso suspender, por ora, a imunização pra que se possa aprimorar e reorganizar esse processo o mais rápido possível a fim de garantir a retomada da vacinação, em breve”, explicou Guimarães.

Para trazer transparência ao processo foi criado o Grupo de Trabalho (GT) Vacinação Quilombola, a fim de garantir que integrantes das comunidades tradicionais recebam a vacina contra a covid-19. Além dos MPs, do Conaq e de lideranças das comunidades, compõem o GT a Defensoria Pública da União, a Secretaria de Estado da Saúde e secretarias de saúde dos 16 municípios do Amapá.

Em nota a Prefeitura de Macapá disse que o Grupo de Trabalho criado deve discutir as providências para que seja definida a data de retomada da imunização e que a vacinação segue uma lista encaminhada pelas lideranças dessas comunidades conforme critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização. Até o momento já foram vacinamos 2.475 quilombolas em Macapá.

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