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Após fila quilométrica, confusão e atendimento de grupo não prioritário, MP suspende vacinação da Prefeitura de Macapá em shopping

O Ministério Publico Estadual Suspendeu a ação de vacinação da Prefeitura de Macapá contra a covid-19, que acontecia em um shopping da capital. A vacinação foi anunciada nas redes oficiais da prefeitura, e destinada a “profissionais de saúde que atuam em clinicas e laboratórios, além de residentes de medicina e enfermagem”. A vacinação que estava prevista para acontecer de 10h às 13h durou pouco mais de 10 minutos e causou uma fila quilométrica que podia ser vista desde às margens da JK.

A suspensão se deu principalmente pelo fato de trabalhadores de clinicas, laboratórios, acadêmicos de medicina e enfermagem não estarem incluído no grupo prioritário para o recebimento da vacina neste primeiro momento. Na recomendação diz que o plano de operacionalização de vacinação contra a Covid-19, criada pelo Ministério da Saúde, deve ser cumprido, portanto, ser necessário seguir critérios objetivos e impessoais para escolha dos trabalhadores da saúde que serão contemplados, diante da insuficiência de doses disponibilizadas, para a imunização completa do grupo.

Quem ficou por horas na fila e não conseguiu se vacinar reclamou da falta de informação e organização. “Cheguei aqui com todos os funcionários da clinica que trabalho e depois de duas horas na fila fomos informados que não poderíamos vacinar, pois não tinha vacina suficiente para todos, e que somente pessoas do grupo prioritário seriam vacinados, só que em nenhum momento a prefeitura deixou claro isso para a população”, relatou a auxiliar em saúde bucal, Ana Paula Torres.

O MP também recomendou que a Prefeitura de Macapá realize a vacinação dos trabalhadores a partir de listas nominais, previamente elaboradas e encaminhadas pelos gestores das unidades, contendo as informações sobre os critérios de prioridade e risco: idade, comorbidade, local de trabalho, e atividades de risco que exercem.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Macapá, mas ate o fechamento dessa matéria não obteve retorno.

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